A notícia
Não queria dar a entender, não queria ser demasiado óbvio, e depois dos confrontos, dos mil e um desencontros, o inevitável aconteceu, como tantos tinham dito e suspeitado que ia acontecer. Mas ficou no silêncio, porque o que precisava dos outros, voltou a ter nas suas mãos. Ficou no silêncio, mais uma vez. Por algum lado iriam descobrir, não precisava de contar! Quando os visse, talvez viria à conversa o que se passou. Talvez. Por enquanto preferia ficar no túmulo e esperar.
Quando a notícia chegou ao outro lado, a reacção foi uma paragem súbita da respiração, e depois um tentar respirar normalmente, ao ver uma reacção alheia de alegria, e uma abstinência, uns minutos de silêncio. Um minuto, dois, três... levantar e esquecer. Não pensar com os amigos, não pensar enquanto estava rodeado de pessoas desconhecidas, com sorte apareceria algo que fizesse esquecer tudo... Mas não apareceu. Não pensar até chegar a casa e se sentar. Respirar fundo mais uma vez, com um sentimento de culpa por estar chateado. Escrever. Não pensar. Sentir a presença. Adormecer agarrado ao vazio. A uma bola de luz imaginária.
Um dia vou partilhá-la, com outros, vou ter a minha notícia. Um dia no meio de confrontos, de mil e um desencontros, vou contar a quem importa. Para o resto, também ficarei em silêncio.



amei...e continua...eu sei que também teres esse momento!=)
Love you
*terás
Sempre que quiseres e quando o quiseres mano! Força!
Beijinhos!
Muitas vezes quando dizemos: "não pensar" é quando na verdade mais pensamos. e o silêncio embora fique para os outros, não fica para nós. e talvez seja nesses momentos que mais precisaríamos dele. *
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