22/10/2010

Conhecer-te.


Escuta-me, não volto a dizer. Tanta espera. E, do nada, tantos sonhos que podiam muito bem ser o mesmo. Foi inesperado, o nervosismo. Depois a pausa, o sorriso. A gargalhada. O encontro por acaso. A negação mental. Pedir ajuda, comentar. A negação verbal. Levantar voo, e cair, mais uma vez. Atar os pés com raízes na terra e esperar. Pensar no que fazer, no que não fazer. Se calhar pensar demasiado, e... Adormecer. Acordar, e não pensar em nada. Não receber novidades. E respirar fundo. Correr. Ignorar a dor de garganta do ar frio. Sentar-me num banco de jardim e respirar de novo, várias vezes. Deitar-me no banco e ouvir. Como a flutuar. Lançar pistas para o ar. Sentar. Deixar ficar tarde, e imaginar. Imaginar. Pensar no que poderia dar. Porque tu estás aí. E podias estar aqui. Podíamos estar aqui, os dois. Sem metáforas e segundos sentidos. Deitados, parados, numa corrida contra o tempo, ou em passo lento: Apareceres. Conhecer-te. Num todo.

4 comments.:

Dalila Mendes disse...

Lindo!!;) A tua escrita faz-me sp "chorar baixinho"! ;) Mas é de uma tal "melodia" k apetece ouvir, ouvir e nunca parar de ouvir!;) Continua...

Dino Silva disse...

WOOW :o
O texto que escrevi há dias é basicamente isto, mas muuito mais primitivo.
E é óbvio qe adoro :)

  ©"I am" I said - Todos os direitos reservados.

Template by Dicas Blogger | Topo